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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Figuras de Linguagem e Orações Subordinadas




Figuras Semânticas


     Metáfora
     Comparação
     Prosopopeia
     Sinestesia
     Catacrese
     Metonímia
         Perífrase
         Antítese
         Paradoxo
         Eufemismo
         Hipérbole
         Ironia




1.      Metáfora: É o emprego de um termo com significado de outro em vista de uma relação de semelhança entre ambos. É uma comparação subentendida.
·         "Não sei que nuvem trago neste peito
                    que tudo quanto vejo me entristece..."  (Alexandre de Gusmão)
2.      Comparação: É a aproximação de dois termos entre os quais existe alguma relação de semelhança, como na metáfora. A comparação, porém, é feita por meio de um conectivo e busca realçar determinada qualidade do primeiro termo.
         "E há poeta que são artistas
E trabalham nos seus versos
como carpinteiro nas tábuas!..."   (Alberto Caeiro)
3.      Prosopopeia: Também chamada personificação ou animismo, é uma espécie de metáfora que consiste em atribuir características humanas a outros seres.
Exemplos:
·         "Ah! cidade maliciosa
de olhos
de ressaca
que das índias guardou a vontade de andar nua". (Ferreira Gullar)
4.      Sinestesia: É uma espécie de metáfora que consiste na união de impressões sensoriais diferentes.
Exempos:
         Dia de luz , festa de sol
Um barquinho a deslizar no macio azul do mar...
(O barquinho - Tom Jobim)
(azul = sensação visual; macio = sensação tátil)
5.      Catacrese: É o emprego de um termo figurado por falta de um termo próprio para designar determinadas coisas. É uma metáfora desgastada pelo uso excessivo.
·         Sentou-se no braço da poltrona para descansar.
·         Usamos a catacrese em expressões como “orelha de livro” ou “dente de alho”. O termo “engarrafamento”, usado para designar o congestionamento de automóveis, ou o verbo “embarcar”, usado no sentido de entrar no carro, no avião ou no trem, são exemplos de catacrese. 
6.      Metonímia: É a substituição do sentido de uma palavra ou expressão por outro sentido, havendo entre eles uma reação lógica.
O autor pela obra.
         Ouvi Mozart com emoção. (a música de Mozart)
         Leio Graciliano Ramos porque ele fala da realidade brasileira.
            (obra de Graciliano Ramos)
A parte pelo todo.
         " o bonde passa cheio de pernas." (Drummond) (pernas = pessoas)
         São muitas as famílias que procuram um teto para morar. (teto = casa)
7.      Perífrase: Expressão que designa um ser através de alguma de suas características ou atributos, ou de um fato que celebrizou. Em termos gerais, perífrase designa qualquer sintagma ou expressão idiomática (e mais ou menos óbvia ou direta) que substitui outra.
·         A Cidade Luz continua atraindo visitantes do mundo todo. 
(cidade luz = Paris)
·         A Cidade Maravilhosa segue cheia de sol.
(cidade maravilhosa = Rio de Janeiro)
    (povo lusitano = os portugueses)
- Quando a perífrase indica uma pessoa, recebe o nome de antonomásia.
·         A dama do teatro brasileiro foi indicada para o Oscar."
   (dama do teatro brasileiro = Fernanda Montenegro)
8.      Antítese: Figura que consiste no emprego de termos com sentidos opostos.
·         " Tristeza não tem fim.
felicidade sim ...." (Vinícius de Moraes)
9.      Paradoxo: É uma proposição aparentemente absurda, resultante da reunião de ideias contraditórias.
·         "Pra se viver do amor
Há que esquecer o amor."
            (Chico Buarque de Holanda)
10.  Eufemismo: Figura que consiste no abrandamento de uma expressão de sentido desagradável.
·         Cássia Eller partiu dessa para melhor.
            (partiu dessa para melhor = morrer)
11.  Hipérbole: Figura que através do exagero procura tornar mais expressiva uma idéia.
·         Na época de festa junina, sempre morro de medo de fogos de artifício.
·         Ela gastou rios de dinheiro.
12.  Ironia: Consiste na inversão de sentido: afirma-se o contrário do que se pensa, visando à sátira ou à ridicularização.
·         Cada vez que você interrompe seu colega, sem pedir licença, percebo como é bem-educado.
Figuras Fonéticas


         Onomatopeia
         Assonância
         Aliteração


1.      Onomatopeia: Consiste na imitação do som ou da voz natural dos seres.
·         "Sem o coaxar dos sapos ou o cricri dos grilos como que é que poderíamos dormir tranqüilos a nossa eternidade?" (Mário Quitanda)
·         "No Tic Tic Tac do meu coração, renascerá..." (Timbalada)
2.      Assonância:   É a repetição de vogais na mesma frase.
·         - "Sou um mulato nato no sentido lato
mulato democrático do litoral" (Caetano Veloso  - Araçá Azul)
3.      Aliteração: Consiste na repetição de fonemas no início ou interior das palavras.
·          “Pedro Pedreiro penseiro esperando o trem/ Manhã parece, carece de esperar também/ Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém”.Chico Buarque (várias figuras)
                                    FIGURAS SINTÁTICAS


 Elipse
Zeugma
Polissíndeto
Assíndeto
Inversão ou Hipérbato
 Silepse
 Pleonasmo
Anacoluto
Anáfora
Epístrofe


1.      Elipse:  Ocorre quando há omissão de um termo, que fica subentendido pelo contexto e que é facilmente identificado.
·         À direita da estrada, sol, à esquerda, chuva.
(omissão da forma verbal estava: estava o sol, estava chuva)
2.      Zeugma: Omissão de um termo (verbo) já enunciado antes. Pode-se considerar  zeugma como uma forma de elipse.
·         "Levou seu retrato,
seu trapo,
seu prato,
que papel!
Uma imagem de São Francisco e um bom disco de Noel"
(omissão de levou)
(A Rita – Chico Buarque de Holanda)
3.      Hipérbato: É a inversão da ordem natural (direta) dos termos na oração, ou das orações no período.
·         Viajam cansados os pescadores de ilusões.
( Os pescadores de ilusões viajam cansados)
4.      Pleonasmo: É a repetição de um termo, ou reforço de seu significado
·         Choramos um choro sentido, mas nos refizemos logo.

5.      Assíndeto: Ocorre quando há a supressão (retirada) do conectivo (conjunção)
·         O cantor interpretava a canção, o público vaiava. Ele insistia, o público continuava. Ele parou, quebrou o violão, saiu do palco.
6.      Polissíndeto: Ocorre quando há repetição do conectivo (conjunção).
·         E falei, e gritei, e tentei, e gesticulei e pedi ajuda, mas ninguém parou para socorrer o gato acidentado.
7.      Anacoluto: Ocorre quando há uma interrupção da construção sintática para se introduzir uma outra idéia.
·         Os nordestinos quando chegam, em família, entre sacos e sacola, na estação central, eu acho que merecem mais do que uma reportagem: merecem um livro que conte a luta e a resistência dessa brava gente.
8.      Silepse: Ocorre quando se realiza a concordância com a idéia e não com os termos expressos.
A silepse pode ser:
·         de gênero
Vossa Excelência ficou cansado com o discurso.
·         de número
A família do réu procurou advogado e queriam saber se ele poderia ficar em liberdade durante o processo.
·         de pessoa
Os brasileiros somos muito crédulos.
9.      Anáfora: É a repetição de termos no início de cada verso ou frases.
·          "Era a mais cruel das cenas. Era a mais cruel das situações. Era a mais cruel das missões..."
10.  GRADAÇÃO: Consiste numa seqüência de palavras, sinônimas ou não, que intensificam uma mesma idéia. Pode ser da menos intensa para a mais intensa e vice-versa.
·         O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadureceu, colheu-se. (Padre Vieira)
11.  APÓSTROFE: Consiste no chamamento ou interpelação a uma pessoa ou coisa que pode ser real ou imaginária, pode estar presente ou ausente; usada para dar ênfase. Um tipo de VOCATIVO.
·         Deus! Deus! Onde estás que não respondes?


Bibliografia
         ALMEIDA, Napoleão Mendes de. Gramática Metódica da Língua Portuguesa. 44ª edição. Editora Saraiva. São Paulo. 2001
         CUNHA, Celso & CINTRA, Luís F. Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 3ª edição. Editora Nova Fronteira. Rio de Janeiro. 2001



Orações Subordinadas Substantivas
São orações que exercem a mesma função que um substantivo, na estrutura sintática da frase.
Exemplo 1:
A menina quis um sorvete. (período simples)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = objeto direto;
Temos duas posições na frase anterior em que podemos usar um substantivo: o sujeito (menina) e o objeto direto (sorvete). Nessas mesmas posições podem aparecer, em um período composto, orações subordinadas substantivas.
Dependendo de onde elas apareçam e da função que elas exerçam, poderemos classificar como Subjetiva (função de sujeito) ou como Objetiva direta (função de objeto direto).
Sendo assim, notamos que:
A menina quis que eu comprasse sorvete. (período composto)
A menina = sujeito;
Quis = verbo transitivo direto;
Que eu comprasse sorvete = Oração subordinada substantiva Objetiva direta
E ainda em:
Quem me acompanhava quis um sorvete. (período composto)
Quem me acompanhava = oração subordinada subjetiva;
Quis = verbo transitivo direto;
Um sorvete = Objeto direto;
Além das posições de sujeito e objeto direto, as orações subordinadas substantivas podem exercer a função de um predicativo, de um objeto indireto, de um aposto e de um complemento nominal.
Portanto podemos ter oração subordinada substantiva de 6 tipos:
1. Subjetiva: ocupa a função de sujeito.
Exemplos:
- É preciso que o grupo melhore.
Verbo de Ligação + predicat. + O. S. S. Subjetiva
- É necessário que você compareça à reunião.
VL + predicat. O. S. S. Subjetiva
- Consta que esses homens foram presos anteriormente.
VI + O. S. S. Subjetiva
- Foi confirmado que o exame deu positivo.
Voz passiva O. S. S. Subjetiva
2. Predicativa: ocupa a função do predicativo do sujeito.
Exemplos:
- A dúvida é se você virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa
- A verdade é que você não virá.
Suj. + VL + O. S. S. Predicativa
3. Objetiva Direta: ocupa a função do objeto direto. Completa o sentido de um Verbo Transitivo Direto.
Exemplos:
- Nós queremos que você fique.
Suj. + VTD + O. S. S. Obj. Direta
- Os alunos pediram que a prova fosse adiada.
Sujeito + VTD + O. S. S. Objetiva Direta
4. Objetiva Indireta: ocupa a função do objeto indireto.
Exemplos:
- As crianças gostam (de) que esteja tudo tranqüilo.
Sujeito + VTI + O. S. S. Objetiva Indireta
- A mulher precisa de que alguém a ajude.
Sujeito + VTI + O. S. S. Obj. Indireta
5. Completiva Nominal: ocupa a função de um complemento nominal.
Exemplos:
- Tenho vontade de que aconteça algo inesperado.
Suj. + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Completiva Nominal
- Toda criança tem necessidade de que alguém a ame.
Sujeito + VTD + Obj. Dir. + O. S. S. Comp. Nom.
6. Apositiva: ocupa a função de um aposto.
Exemplos:
- Toda a família tem o mesmo objetivo: que eu passe no vestibular.
Sujeito + VTD + Objeto Direto + O. S. S. Apositiva




Orações Subordinadas Adjetivas

Orações adjetivas são aquelas orações que exercem a função de um adjetivo dentro da estrutura da oração principal. Elas são sempre iniciadas por um pronome relativo e servem para caracterizar algum nome que aparece na estrutura da frase. Há dois tipos de orações adjetivas: as restritivas e as explicativas.
O. S. Adjetivas Restritivas: funcionam como adjuntos adnominais e servem para designar algum elemento da frase. Não pode ser isolada por vírgulas, e restringe, identifica o substantivo ou pronome ao qual se refere.
Exemplo:
- Você é um dos poucos alunos que eu conheço.
Suj. + VL + predicativo + O.S. Adjetiva Restritiva
- Eles são um dos casais que falaram conosco ontem.
Suj. + VL + predicativo + O.S. Adjetiva Restritiva
- Os idosos que gostam de dançar se divertiram muito.
Suj. + O.S. Adjetiva Restritiva + VI + adj. Adv.
O. S. Adjetivas Explicativas: ao contrário das restritivas, são quase sempre isoladas por vírgulas. Servem para adicionar características ao ser que designam. Sua função é explicar, e funciona estruturalmente como um aposto explicativo.
Exemplo:
- Meu tio, que era advogado, prestou serviços ao réu.
Sujeito + O.S. Adj. Explicat. + VTDI + OD + OI
- Eu, que não sou perfeito, já cometi alguns erros graves.
Suj. + O.S. Adj. Explicat. + VTD + OD
- Os idosos, que gostam de dançar, se divertiram muito.
Suj. + O.S. Adj. Explicat. + VI + Adj. Adv.

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