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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Termos Integrantes e Acessórios da Oração

Termos Acessórios:

1.
Adjunto Nominal

É o temo que se refere ao núcleo de uma função sintática, dando-lhe maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado.

Exemplo:

Esses teus lindos olhos verdes são duas janelas indiscretas num rosto cheio de tantos mistérios.

OBSERVAÇÃO:

O adjetivo só não funciona como adjunto adnominal quando for predicativo.

Exemplo:

Paulo é bom.

REPRESENTAÇÃO DO ADJUNTO ADNOMINAL
O adjunto adnominal pode ser expresso:

1 - Por um artigo definido e por um artigo indefinido.

Exemplo:

Contemplemos a natureza por um momento.

2) Por um adjetivo

Exemplo:

Bons ventos o guiem.

3)Por um numeral adjetivo (cardinal, ordinal, Multiplicativo, fracionário).

Exemplo:

Darei dois prêmios ao primeiro colocado.

Ele receberá dupla advertência.

Meio litro é pouco.

4) Por um pronome adjetivo (demonstrativo, possessivo, indefinido, relativo, interrogativo).

Exemplo:

Comprarás tua casa e esse terreno.

Com pouca despesa.

Que preço pedes por livros cujas páginas estão rasgadas?

Não sei qual mala preferes.


5 - Por uma locução adjetiva.

OBS. Locução adjetiva é constituída de preposição mais substantivo com valor de adjetivo e indica:

a) qualidade

b) posse

c) especificação (tipo, finalidade).

a) Qualidade

Exemplo:

Clima da serra (= serrano)

Lábio de lebre (= leporino)

Sereno da noite (= noturno)

Ferocidade de leão (= leonina)

Homem sem dentes (= desdentado)

b) Posse (sempre com preposição "de")

Exemplo:

Casco de cavalo.

Livro de Pedro.

Nota - Feri-lhe o pé

Lhe = pron. possessivo seu

Feri o seu pé

Logo: o pronome lhe é: adjunto adnominal.

Disse-lhe a história

Lhe = a minha

Disse a minha história

Logo: o pronome lhe é: adjunto adnominal

c) Especificação (tipo, finalidade)

Exemplo:

Caixa de fósforos.

Camisa de goleiro.

Lata de lixo.

Mesa de encadernação.

Álbum de selos.

Garrafão de vinho.

Bule de mate.

Cadeira de rodas.

Anel de fantasia.

Corrida de carro.

Véu de noiva.

Carteira de notas.

2. Adjuntos Adverbiais

São advérbios ou locuções adverbiais, que na frase acrescentam circunstâncias a verbos e intensificam a idéia expressa por verboss, adjetivos ou advérbios.

Com outras palavras:

a) o adjunto adverbial é uma função de advérbio.

b) o advérbio modifica o verbo, o adjetivo, ou outro advérbio.

Exemplo:

Irei amanhã à sua casa de madrugada..

Ontem choveu muito.

REPRESENTAÇÃO DOADJUNTO ADVERBIAL

1 - Por advérbio:

Exemplo:

hoje, não choverá

ontem dormi muito.

2 - Por locução adverbial:

Exemplo:

Na semana passada, o rapaz fez tudo às ocultas.

Tudo saiu às maravilhas.

Na madrugada passada, houve um roubo em jucutuquara.

3 - Por uma oração subordinada adverbial

Exemplo:

Sairei se puder.

à proporção que chove, o rio cresce.

Mesmo que chova, irei .

Eu estudo quando quero.

3.Aposto

"É o elemento lingüistico explicativo de outro da mesma função".(R. Lima).

Hermes Fontes, poeta brasileiro, escreveu um belo livro Apoteoses.

Nota:

Normalmente, o aposto vem entre sinais de pontuação quando explicativo.

Exemplo:

Nada impediria seus planos: tristezas, dores, dificuldades...

Os dois irmãos, (José e Manuel), viajaram.

OBSERVAÇÕES;

Existe um tipo de aposto que resume os elementos anteriores, representado pelos indefinidos:

tudo, nada, ninguém, que não aparece entre sinais de pontuação.

Exemplo:

Lágrimas, súplicas, nada o comoveu.

Um aposto pode ser aposto de outro

Exemplo:

"Sete anos de pastor Jacob servia Labão. *Pai de raquel, serrana bela."(Camões)


Termos Integrantes:

1. Objeto Direto

É o termo que complete o sentido de um verbo sem preposição.

É o complemento verbal que intergra o sentido do verbo, sem auxílio de preposição obrigatória.

Exemplo:

Revi meus apontamentos.

Encontrei o João na esquina.

Culpei a todos.

O aluno comprou o caderno.

João criticou o colega.

REPRESENTAÇÃO DO OBJETO DIRETO

O objeto direto pode ser expresso:

1) Por um substantivo.

Exemplo:

Olhei a casa

2) Por um numeral substantivo

Exemplo:

Aprovei ambos.

3) Por um pronome pessoal oblíquo.

Eu o vi ontem.

4)Por um pronome possessivo substantivo.

Exemplo:

Sempre respeitei os seus..

5) Por pronome demonstrativo

Exemplo:

Não quero isso

6) Por um pronome relativo..

É linda a casa/ que comprei.

7)Por um pronome indefinido.

Exemplo:

Não vi ninguém.

8) Por um pronome interrogativo.

Exemplo:

Quem procuras.

9) Por uma oração subordinada substantiva objetiva direta.

Exemplo:

Espero/ que você volte.

Ela disse/ que te ama.

OBSERVAÇÃO

Caso há que o objeto direto vem precedido de preposição.

OBJETO DIRETO PLEONÁSTICO

É a repetição dobobjetobdireto e vem sempre reprenstado por um pronome.

Exemplo:

O menino, não o vi / A menina não a chamei.

o. d. pleon. o. d. pleon.

OBJETO DIRETO PREPOSICIONADO

O objeto direto é preposicionado quando:

1 - expresso por nome próprio.

Exemplo

Todos percebiam a Antônio.

2 - Expresso pela palvra Deus (obrigatório).

Exemplo:

Devemos amar a Deus.

"Só há uma coisa necessária: possuir a Deus".(Rui Barbosa).

3 - Expresso por pronome substsntivo (oblíquo tônico, possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e relativos).

Exemplo

a mim ninguém engana.

Devo comprimentar a V.Exelência

Aprecio muito aos seus.

Ele ofendeu a todos

A que preferes?

4) Expresso por numeral substantivo.

Exemplo:

Aprovei a ambos.

5) Para evitar ambigüidades.

Exemplo:

Vence o mal ao remédio.

Matou ao leão o caçador.

6 - O predicativo precede o objeto direto.

Exemplo:

Considero orgulhoso a Paulo.

7) A preposição aparece como um verdadeiro partitivo

Exemplo:

Comerás do pão.

Beberás do leite.

8) Se coordenam pronome átono e substantivo.

Exemplo:

Os mestres o esperavam e aos seus amigos.

9) A preposição se junta a certos verbos que não a exigem.

Exemplo:

Arranquei da espada.

Pequei da arma.

Gozo de boa saúde.

Usei do lenço.

Ele espera por alguém.

OBJETO DIRETO INTERNO

O radical do verbo é o mesmo do substantivo.

Exemplo:

Sonhei um sonho.

Dancei uma dança.


2.
Objeto Indireto

É o temo que integra o sentido de um verbo com auxílio de prposiçào. O verbo exige a preposição.

Exemplo:

Eu obedeço às leis.

Trarei um livro para você.

Gosto de boas leituras.

O trabalho consiste nisso.

Não concordo com ela.

Isso agradou ao grupo.

Tudo depende de você.

Necessito de carinho.

REPRESENTAÇÃO DO OBJETO INDIRETO

O objeto indireto pode ser expresso:

1) Por um substantivo

Exemplo:

Aludi ao fato

Dependo do diretor.

2)Por um numeral substantivo.

Exemplo:

Contei a história aos dois.

Contei o caso a ambos.

3) Por um pronome substantivo (pessoal oblíquo, demonstrativo, possessivo, indefinido, relativo e interrogativo).

Exemplo:

Ela não me obedece.

Isto não me agrada.

Necessito disto.

Cuidarei de você.

Recomendei-me aos seus.

Não duvido de nada.

O rapaz/ a quem perdoaste/ é meu amigo

O aluno/ a quem entreguei o livr/ viajou.

4) Por uma oração subordinada substantiva com a função de objeto indireto.

Exemplo

O Brasil precisa/ de que todos trabalhem.

O Brasil necessita/ de que todos estudem.

OBJETO INDIRETO PLEONÁSTICO

É a repetição do objeto indireto representado sempre por um pronome

Exmplo:

Ao pobre não lhe prometas e ao rico não lhe faltes.

obj. ind. Pleon. obj. ind. Pleon.

OBSERVAÇÃO:

a) Os pronomes pessoais oblíquos: o, a, os, as, lo, la, los, las, no, na, nos, nas, funcionam como objeto direto.

Exemplo:

Não o criticarm.

Não o vi.

Chamaram-no.

Trá-las-ei.

Fá-lo-emos.

Disseram-no.

Comprei-a

Amei-as.

Di-lo-ei.

b) Os pronomes "lhe"e "lhes" (pela morfologia e pela fonética) só podem ser objeto indireto.

Exemplo:

Chamei-lhe carinhosamente "tetéia".

Não lhe perdoa.

c) Dependendo da perdicação verbal ospronomes: me, te, se, nos e vos podem ser objetos diretos ou objetos indiretos.

Exemplo:

Ele não me obedece (Objeto indireto = me)

O pronome "se", modernamente, só funciona como objeto indireto, quando integra os verbos: arrogar-se, atribuir-se, propor-se, reservar-se.

Exemplo

Ele se reserva esse direito.

Ele se atribui toda culpa.

O senador deu-se grande importância

3.Predicativo

É o termo que indica uma qualidade ou um estado do sujeito ou do objeto direto ou do objeto indireto. No predicado nominal sempre existe predicativo do sujeito.

No predicado verbo-nominal, sempre existe predicativo do sujeito ou do objeto direto o do objeto indireto.

Exemplo:

Ele está triste

Predicativo do sujeito: triste.

Os alunos são inteligentes.

Predicativo do sujeito: inteligente

O trem chegou quebrado.

Predicativo do sujeito: quebrado

Nomeei José o meu secretário.

Predicativo do objeto direto: o meu secretário

Chamei-lhe de ladrão.

Predicativo do objeto indireto: ladrão.

O PREDICATIVO PODE SER:

a) do sujeito.

b) do objeto direto

c) do objeto indireto


Nota –

1 - No predicado nominal, o predicativo é o termo mais importante no que se refere ao predicado.

2 - Com o verbo chamar pode aparecer um predicativo referente o objeto indireto e ao objeto direto

3 - Só existe predicativo do objeto indireto com o verbo chamar.

4 - O predicativo do objeto direto ou do objeto indireto "pode" aparecer precedido de preposição.

5 - Quando não houver possibilidade de se encontrar um predicativo em orações onde aparecem verbos de ligação, estes verbos passam a ter um conteúdo significativo e constituirão predicados verbais.

Exemplo:

A menina está aqui.

a) aqui é adjunto adverbial de lugar

b) não tem predicativo

c) o verbo não é de ligação

d) o predicado é verbal: está aqui.

e) o verbo é intransitivo.

4. Agente da Passiva


Quando o sujeito sofre a ação verbal, o agente da passiva (introduzido pela preposição Por, de ou a) pratica a ação verbal.

O caçador foi morto pelo Leão.





Vozes Verbais - 7ª A, B, C, CDB

"É a forma em que se apresenta o verbo para indicar a relação entre ele e o seu sujeito". (P. Mattoso Câmara Jr. D. F. G., S. V. Voz)

Existe flexão de voz?

Não.

Voz não é flexão, porque não se usam desinências para se ter a voz ativa, a passiva e a reflexiva.

Voz é apenas um aspecto verbal. É a forma que o verbo assume para exprimir sua relação com o sujeito.

Veja que a importância da morfologia é a que estuda o verbo com relação à voz.

O verbo pode ser:

a) ativo

b) passivo

c) reflexivo

a) VOZ ATIVA:

Quando o sujeito pratica ação verbal. Ou, o verbo de uma oração está na voz ativa quando a ação é evidentemente praticada pelo sujeito.

Exemplos:

João comprou os cadernos.

Pedro brincou na praia.

Nós falamos de futebol.

Nas orações, os verbos comprou, brincou e falamos, indicam ações praticadas pelos respectivos sujeitos: João, Pedro e nós.

    b) VOZ PASSIVA:

Quando o sujeito recebe a ação verbal. O agente da passiva (regido de preposição por, de ou a) pratica a ação verbal.

A voz passiva pode ser apresentada sob duas formas:

1 – Com o verbo auxiliar - voz passiva analítica.

A casa foi destruída pelo fogo.

O caçador foi morto pelo leão.

A casa e o caçador funcionam como sujeito na voz passiva.

O sujeito não pratica a ação, mas sofre a ação.

Podemos dizer ainda que o sujeito não pratica e sim, recebe a ação verbal.

2 – A voz passiva com o pronome (se) apassivador - voz passiva pronominal ou voz passiva sintética.

Exemplo:

Comprou- se o livro (= O livro foi comprado).

Leu- se o livro (= O livro foi lido).

    c) VOZ REFLEXIVA:

Quando o sujeito pratica e recebe a ação verbal, simultaneamente.

Na voz reflexiva, a ação é, – (simultaneamente, ao mesmo tempo) – praticada e recebida pelo sujeito que, por isso, é chamada de AGENTE e ou PACIENTE.

Exemplos:

Ele se queixa.

João feriu- se.

Ele se machucou.

Eu me arrependi.

NOTA: Tem força PASSIVA os verbos ativos, quando, estando no infinitivo, funcionam como complemento de certos adjetivos.

Exemplos:

"Osso duro de roer" é o mesmo que:

"Osso duro de ser roído".de roer – é complemento nominal de duro.

"Estrada difícil de passar" eqüivale a:

"Estrada difícil de ser passada".de passar – é complemento nominal de difícil.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Concordância e Regência para 7ª A, B, C

Sintaxe
Concordância

É o mecanismo pelo qual as palavras alteram sua terminação para se adequarem harmonicamente na frase.
A concordância pode ser feita de três formas:

1 - Lógica ou gramatical – é a mais comum no português e consiste em adequar o determinante(acompanhante) à forma gramatical do determinado(acompanhado) a que se refere.
Ex.: A maioria dos professores faltou.
O verbo (faltou) concordou com o núcleo do sujeito (maioria)
Ex.: Escolheram a hora adequada.
O adjetivo (adequada) e o artigo (a) concordaram com o substantivo (hora).

2 - Atrativa – é a adequação do determinante :
a) a apenas um dos vários elementos determinados, escolhendo-se aquele que está mais próximo:
Escolheram a hora e o local adequado.
O adjetivo (adequado) está concordando com o substantivo mais próximo (local)
b) a uma parte do termo determinado que não constitui gramaticalmente seu núcleo:
A maioria dos professores faltaram.
O verbo (faltaram) concordou com o substantivo (professores) que não é o núcleo do sujeito.
c) a outro termo da oração que não é o determinado:
Tudo são flores.
O verbo (são) concorda com o predicativo do sujeito (flores).

3 - Ideológica ou silepse- consiste em adequar o vocábulo determinante ao sentido do vocábulo determinado e não à forma como se apresenta:
O povo, extasiado com sua fala, aplaudiram.
O verbo (aplaudiram) concorda com a idéia da palavra povo (plural) e não com sua forma (singular).

Existem dois tipos de concordância:

Concordância Verbal

Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com o seu sujeito.
Ex.: Ele gostava daquele seu jeito carinhoso de ser./ Eles gostavam daquele seu jeito carinhoso de ser.

Casos de concordância verbal:

1) Sujeito simples

Regra geral: o verbo concorda com o núcleo do sujeito em número e pessoa.
Ex.: Nós vamos ao cinema.
O verbo (vamos) está na primeira pessoa do plural para concordar com o sujeito (nós).

Casos especiais:
a) O sujeito é um coletivo- o verbo fica no singular.
Ex.:A multidão gritou pelo rádio.

b) Coletivos partitivos (metade, a maior parte, maioria, etc.) – o verbo fica no singular ou vai para o plural.

Ex.: A maioria dos alunos foi à excursão./ A maioria dos alunos foram à excursão.

c) O sujeito é um pronome de tratamento- o verbo fica sempre na 3ª pessoa (do singular ou do plural).
Ex.: Vossa Alteza pediu silêncio./ Vossas Altezas pediram silêncio.

d) O sujeito é o pronome relativo que – o verbo concorda com o antecedente do pronome.
Ex.: Fui eu que derramei o café./ Fomos nós que derramamos o café.

e) O sujeito é o pronome relativo quem- o verbo pode ficar na 3ª pessoa do singular ou concordar com o antecedente do pronome.
Ex.: Fui eu quem derramou o café./ Fui eu quem derramei o café.

f) O sujeito é formado pelas expressões: alguns de nós, poucos de vós, quais de ..., quantos de ..., etc.- o verbo poderá concordar com o pronome interrogativo ou indefinido ou com o pronome pessoal (nós ou vós).
Ex.: Quais de vós me punirão?/ Quais de vós me punireis?


g) O sujeito é formado de nomes que só aparecem no plural- se o sujeito não vier precedido de artigo, o verbo ficará no singular. Caso venha antecipado de artigo, o verbo concordará com o artigo.
Ex.: Estados Unidos é uma nação poderosa./ Os Estados Unidos são a maior potência mundial.

h) O sujeito é formado pelas expressões mais de um, menos de dois, cerca de..., etc. – o verbo concorda com o numeral.
Ex.: Mais de um aluno não compareceu à aula./ Mais de cinco alunos não compareceram à aula.

i) O sujeito é constituído pelas expressões a maioria, a maior parte, grande parte, etc.- o verbo poderá ser usado no singular ( concordância lógica) ou no plural (concordância atrativa).Ex.: A maioria dos candidatos desistiu./ A maioria dos candidatos desistiram.

j) O sujeito tiver por núcleo a palavra gente (sentido coletivo)- o verbo poderá ser usado no singular ou plural se este vier afastado do substantivo.
Ex.: A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanece em casa./ A gente da cidade, temendo a violência da rua, permanecem em casa.

2) Sujeito composto

Regra geral: o verbo vai para o plural.
Ex.: João e Maria foram passear no bosque.

Casos especiais:
a) Os núcleos do sujeito são constituídos de pessoas gramaticais diferentes- o verbo ficará no plural seguindo-se a ordem de prioridade: 1ª, 2ª e 3ª pessoa.
Ex.: Eu (1ª pessoa) e ele (3ª pessoa) nos tornaremos ( 1ª pessoa plural) amigos.
O verbo ficou na 1ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.
Ex: Tu (2ª pessoa) e ele (3ª pessoa) vos tornareis ( 2ª pessoa do plural) amigos.
O verbo ficou na 2ª pessoa porque esta tem prioridade sob a 3ª.


b) Os núcleos do sujeito estão coordenados assindeticamente ou ligados por e - o verbo concordará com os dois núcleos.

Ex.: A jovem e a sua amiga seguiram a pé.

c) Os núcleos do sujeito são sinônimos (ou quase) e estão no singular - o verbo poderá ficar no plural (concordância lógica) ou no singular (concordância atrativa).
Ex.: A angústia e ansiedade não o ajudavam a se concentrar./ A angústia e ansiedade não o ajudava a se concentrar.

d) Quando há gradação entre os núcleos- o verbo pode concordar com todos os núcleos (lógica) ou apenas com o núcleo mais próximo.
Ex.: Uma palavra, um gesto, um olhar bastavam./ Uma palavra, um gesto, um olhar bastava.

e) Quando os sujeitos forem resumidos por nada, tudo, ninguém... - o verbo concorda com o aposto resumidor.
Ex.: Os pedidos, as súplicas, o desespero, nada o comoveu.

f) Quando o sujeito for constituído pelas expressões um e outro, nem um nem outro...- o verbo poderá ficar no singular ou no plural.
Ex.: Um e outro já veio./ Um e outro já vieram.

g) Quando os núcleos do sujeito estiverem ligados por ou- o verbo irá para o singular quando a idéia for de exclusão e plural quando for de inclusão.
Ex.: Pedro ou Antônio ganhará o prêmio. (exclusão)
A poluição sonora ou a poluição do ar são nocivas ao homem. (adição, inclusão)

h) Quando os sujeitos estiverem ligados pelas séries correlativas (tanto...como/ assim...como/ não só...mas também, etc.) - o mais comum é o verbo ir para o plural, embora o singular seja aceitável se os núcleos estiverem no singular.
Ex.: Tanto Erundina quanto Collor perderam as eleições municipais em São Paulo./ Tanto Erundina quanto Collor perdeu as eleições municipais em São Paulo.

Outros casos:
1) Partícula SE:
a- Partícula apassivadora: o verbo ( transitivo direto) concordará com o sujeito passivo.
Ex.: Vende-se carro./ Vendem-se carros.
b- Índice de indeterminação do sujeito: o verbo (transitivo indireto) ficará obrigatoriamente no singular.
Ex.: Precisa-se de secretárias.
Confia-se em pessoas honestas.

2) Verbos impessoais
São aqueles que não possuem sujeito, ficarão sempre na 3ª pessoa do singular.
Ex.: Havia sérios problemas na cidade.
Fazia quinze anos que ele havia parado de estudar.
Deve haver sérios problemas na cidade.
Vai fazer quinze anos que ele parou de estudar.


3) Verbos dar, bater e soar

Quando usados na indicação de horas, têm sujeito (relógio, hora, horas, badaladas...) e com ele devem concordar.
Ex.: O relógio deu duas horas.
Deram duas horas no relógio da estação.
Deu uma hora no relógio da estação.
O sino da igreja bateu cinco badaladas.
Bateram cinco badaladas no sino da igreja.
Soaram dez badaladas no relógio da escola.
4) Sujeito oracional
Quando o sujeito é uma oração subordinada, o verbo da oração principal fica na 3ª pessoa do singular.
Ex.: Ainda falta/ dar os últimos retoques na pintura.

5) Concordância com o infinitivo
a) Infinitivo pessoal e sujeito expresso na oração:
- não se flexiona o infinitivo se o sujeito for representado por pronome pessoal oblíquo átono.
Ex.: Esperei-as chegar.
- é facultativa a flexão do infinitivo se o sujeito não for representado por pronome átono e se o verbo da oração determinada pelo infinitivo for causativo (mandar, deixar, fazer) ou sensitivo (ver, ouvir, sentir e sinônimos).
Ex.: Mandei sair os alunos./Mandei saírem os alunos.
- flexiona-se obrigatoriamente o infinitivo se o sujeito for diferente de pronome átono e determinante de verbo não causativo nem sensitivo.
Ex.: Esperei saírem todos.

b) Infinitivo pessoal e sujeito oculto
- não se flexiona o infinitivo precedido de preposição com valor de gerúndio.
Ex.: Passamos horas a comentar o filme.(comentando)
- é facultativa a flexão do infinitivo quando seu sujeito for idêntico ao da oração principal.
Ex.: Antes de (tu)responder, (tu) lerás o texto./Antes de (tu )responderes, (tu) lerás o texto.
- é facultativa a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do sujeito da oração principal e está indicado por algum termo do contexto.
Ex.: Ele nos deu o direito de contestar./Ele nos deu o direito de contestarmos.
- é obrigatória a flexão do infinitivo que tem seu sujeito diferente do sujeito da oração principal e não está indicado por nenhum termo no contexto.
Ex.: Não sei como saiu sem notarem o fato.

c) Quando o infinitivo pessoal está em uma locução verbal
- não se flexiona o infinitivo sendo este o verbo principal da locução verbal quando devida à ordem dos termos da oração sua ligação com o verbo auxiliar for nítida.
Ex.: Acabamos de fazer os exercícios.
- é facultativa a flexão do infinitivo sendo este o verbo principal da locução verbal, quando o verbo auxiliar estiver afastado ou oculto.
Ex.: Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidar e reclamar dela./
Não devemos, depois de tantas provas de honestidade, duvidarmos e reclamarmos dela.

6) Concordância com o verbo ser:
a- Quando, em predicados nominais, o sujeito for representado por um dos pronomes TUDO, NADA, ISTO, ISSO, AQUILO: o verbo ser ou parecer concordarão com o predicativo.
Ex.: Tudo são flores./Aquilo parecem ilusões.

Poderá ser feita a concordância com o sujeito quando se quer enfatizá-lo.
Ex.: Aquilo é sonhos vãos.

b- O verbo ser concordará com o predicativo quando o sujeito for os pronomes interrogativos QUE ou QUEM.
Ex.: Que são gametas?
/ Quem foram os escolhidos?

c- Em indicações de horas, datas, tempo, distância: a concordância será com a expressão numérica
Ex.: São nove horas./
É uma hora.

Em indicações de datas, são aceitas as duas concordâncias pois subentende-se a palavra dia.Ex.: Hoje são 24 de outubro./ Hoje é (dia) 24 de outubro.

d- Quando o sujeito ou predicativo da oração for pronome pessoal, a concordância se dará com o pronome.
Ex.: Aqui o presidente sou eu.

Se os dois termos (sujeito e predicativo) forem pronomes, a concordância será com o que aparece primeiro, considerando o sujeito da oração.
Ex.: Eu não sou tu

e- Se o sujeito for pessoa, a concordância nunca se fará com o predicativo.
Ex.: O menino era as esperanças da família.

f- Nas locuções é pouco, é muito, é mais de, é menos de junto a especificações de preço, peso, quantidade, distância e etc, o verbo fica sempre no singular.
Ex.: Cento e cinqüenta é pouco./ Cem metros é muito.

g- Nas expressões do tipo ser preciso, ser necessário, ser bom o verbo e o adjetivo podem ficar invariáveis, (verbo na 3ª pessoa do singular e adjetivo no masculino singular) ou concordar com o sujeito posposto.
Ex.: É necessário aqueles materiais./ São necessários aqueles materiais.

h- Na expressão é que, usada como expletivo, se o sujeito da oração não aparecer entre o verbo ser e o que, ficará invariável.Se aparecer, o verbo concordará com o sujeito.
Ex.: Eles é que sempre chegam atrasados./ São eles que sempre chegam atrasados.

Concordância nominal Regra geral: o artigo, o numeral, o adjetivo e o pronome adjetivo concordam com o substantivo a que se referem em gênero e número.
Ex.: Dois pequenos goles de vinho e um calçado certo deixam qualquer mulher irresistivelmente alta.

Concordâncias especiais:
Ocorrem quando algumas palavras variam sua classe gramatical, ora se comportando como um adjetivo (variável) ora como um advérbio (invariável).

Mais de um vocábulo determinado
1- Pode ser feita a concordância gramatical ou a atrativa.
Ex.: Comprei um sapato e um vestido pretos. (gramatical, o adjetivo concorda com os dois substantivos)
Comprei um sapato e um vestido preto. (atrativa, apesar do adjetivo se referir aos dois substantivos ele concordará apenas com o núcleo mais próximo)

Um só vocábulo determinado
1- Um substantivo acompanhado (determinado) por mais de um adjetivo: os adjetivos concordam com o substantivo
Ex.: Seus lábios eram doces e macios.

2- Bastante- bastantes
Quando adjetivo, será variável e quando advérbio, será invariável
Ex.: Há bastantes motivos para sua ausência. (bastantes será adjetivo de motivos)
Os alunos falam bastante. ( bastante será advérbio de intensidade referindo-se ao verbo)

3- Anexo, incluso, obrigado, mesmo, próprio
São adjetivos que devem concordar com o substantivo a que se referem.
Ex.: A fotografia vai anexa ao curriculum.
Os documentos irão anexos ao relatório.


Quando precedido da preposição em, fica invariável.
Ex.: A fotografia vai em anexo.

Envio-lhes, inclusas, as certidões./ Incluso segue o documento.
A professora disse: muito obrigada./ O professor disse: muito obrigado.
Ele mesmo fará o trabalho./ Ela mesma fará o trabalho.


Mesmo pode ser advérbio quando significa realmente, de fato. Será portanto invariável.
Ex.: Maria viajará mesmo para os EUA.
Ele próprio fará o pedido ao diretor./ Ela própria fará o pedido ao diretor.

4- Muito, pouco, caro, barato, longe, meio, sério, alto
São palavras que variam seu comportamento funcionando ora como advérbios (sendo assim invariáveis) ora como adjetivos (variáveis).

Ex.: Os homens eram altos./ Os homens falavam alto.
Poucas pessoas acreditavam nele./ Eu ganho pouco pelo meu trabalho.
Os sapatos custam caro./ Os sapatos estão caros.
A água é barata./ A água custa barato.
Viajaram por longes terras./ Eles vivem longe.
Eles são homens sérios./ Eles falavam sério.
Muitos homens morreram na guerra./ João fala muito.
Ele não usa meias palavras./ Estou meio gorda.

5 - É bom, é necessário, é proibido
Só variam se o sujeito vier precedido de artigo ou outro determinante.
Ex.: É proibido entrada de estranhos./
É proibida a entrada de estranhos.
É necessário chegar cedo./ É necessária sua chegada.

6 - Menos, alerta, pseudo
São sempre invariáveis.
Ex.: Havia menos professores na reunião./Havia menos professoras na reunião.
O aluno ficou alerta./ Os alunos ficaram alerta.
Era um pseudomédico./ Era uma pseudomédica.

7 - Só, sós
Quando adjetivos, serão variáveis, quando advérbios serão invariáveis.
Ex.: A criança ficou ./ As crianças ficaram sós. (adjetivo)
Depois da briga, restaram copos e garrafas quebrados. (advérbio)


A locução adverbial a sós é invariável.
Ex.: Preciso falar a sós com ele.

8 - Concordância dos particípios
Os particípios concordarão com o substantivo a que se referem.
Ex.: Os livros foram comprados a prazo./ As mercadorias foram compradas a prazo.


Se o particípio pertencer a um tempo composto será invariável.
Ex.: O juiz tinha iniciado o jogo de vôlei./ A juíza tinha iniciado o jogo de vôlei.

Regência
É a parte da Gramática Normativa que estuda a relação entre dois termos, verificando se um termo serve de complemento a outro. A palavra ou oração que governa ou rege as outras chama-se regente ou subordinante;
os termos ou oração que dela dependem são os regidos ou subordinados.
Ex.: Aspiro o perfume da flor. (cheirar)/ Aspiro a uma vida melhor. (desejar)

Regência Verbal
Regência Nominal

Regência Verbal

1- Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em.
Ex.: Vou ao dentista./ Cheguei a Belo Horizonte.

2- Morar/ residir – normalmente vêm introduzidos pela preposição em.
Ex.: Ele mora em São Paulo./ Maria reside em Santa Catarina.

3- Namorar – não se usa com preposição.
Ex.: Joana namora Antônio.

4- Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a.
Ex.: As crianças obedecem aos pais./
O aluno desobedeceu ao professor.

5-Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com.
Ex.: Simpatizo com Lúcio./ Antipatizo com meu professor de História.


Estes verbos não são pronominais, portanto, são considerados construções erradas quando aparecem acompanhados de pronome oblíquo:
Simpatizo-me com Lúcio./ Antipatizo-me com meu professor de História.

6- Preferir - este verbo exige dois complementos sendo que um usa-se sem preposição e o outro com a preposição a.
Ex.: Prefiro dançar a fazer ginástica.


Segundo a linguagem formal, é errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes, mais, muito mais, mil vezes mais, etc.
Ex.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica.

Verbos que apresentam mais de uma regência

1 - Aspirar
a- no sentido de cheirar, sorver: usa-se sem preposição. Ex.: Aspirou o ar puro da manhã.
b- no sentido de almejar, pretender: exige a preposição a. Ex.: Esta era a vida a que aspirava.

2 - Assistir
a) no sentido de prestar assistência, ajudar, socorrer: usa-se sem preposição. Ex.: O técnico assistia os jogadores novatos.

b) no sentido de ver, presenciar: exige a preposição a.
Ex.: Não assistimos ao show.

c) no sentido de caber, pertencer: exige a preposição a.
Ex.: Assiste ao homem tal direito.

d) no sentido de morar, residir: é intransitivo e exige a preposição em.
Ex.: Assistiu em Maceió por muito tempo.

3 - Esquecer/lembrar
a- Quando não forem pronominais: são usados sem preposição.
Ex.: Esqueci o nome dela.

b- Quando forem pronominais: são regidos pela preposição de.
Ex.: Lembrei-me do nome de todos.

4 - Visar
a) no sentido de mirar: usa-se sem preposição. Ex.: Disparou o tiro visando o alvo.

b) no sentido de dar visto: usa-se sem preposição. Ex.: Visaram os documentos.

c) no sentido de ter em vista, objetivar: é regido pela preposição a.
Ex.: Viso a uma situação melhor.

5 - Querer
a) no sentido de desejar: usa-se sem preposição. Ex.: Quero viajar hoje.

b) no sentido de estimar, ter afeto: usa-se com a preposição a.
Ex.: Quero muito aos meus amigos.

6 - Proceder
a) no sentido de ter fundamento: usa-se sem preposição.
Ex.: Suas queixas não procedem.

b) no sentido de originar-se, vir de algum lugar: exige a preposição de.
Ex.: Muitos males da humanidade procedem da falta de respeito ao próximo.

c) no sentido de dar início, executar: usa-se a preposição a.
Ex.: Os detetives procederam a uma investigação criteriosa.

7 - Pagar/ perdoar
a) se tem por complemento palavra que denote coisa: não exigem preposição. Ex.: Ela pagou a conta do restaurante.

b) se tem por complemento palavra que denote pessoa: são regidos pela preposição a. Ex.: Perdoou a todos,

8 - Informar
a) no sentido de comunicar, avisar, dar informação: admite duas construções:

1) objeto direto de pessoa e indireto de coisa (regido pelas preposições de ou sobre). Ex.: Informou todos do ocorrido.
2) objeto indireto de pessoa ( regido pela preposição a) e direto de coisa. Ex.: Informou a todos o ocorrido.

9 - Implicar
a) no sentido de causar, acarretar: usa-se sem preposição.
Ex.: Esta decisão implicará sérias conseqüências.

b) no sentido de envolver, comprometer: usa-se com dois complementos, um direto e um indireto com a preposição em.
Ex.: Implicou o negociante no crime.

c) no sentido de antipatizar: é regido pela preposição com.
Ex.: Implica com ela todo o tempo.

10- Custar
a) no sentido de ser custoso, ser difícil: é regido pela preposição a. Ex.: Custou ao aluno entender o problema.

b) no sentido de acarretar, exigir, obter por meio de: usa-se sem preposição. Ex.: O carro custou-me todas as economias.

c) no sentido de ter valor de, ter o preço: usa-se sem preposição.
Ex.: Imóveis custam caro.

Regência Nominal

Alguns nomes também exigem complementos preposicionados. Conheça alguns:

acessível a

acostumado a, com

adaptado a, para

afável com, para com

aflito com, em, para, por

agradável a

alheio a, de

alienado a, de

alusão a

amante de

análogo a

ansioso de, para, por

apto a, para

atento a, em

aversão a, para, por

ávido de, por

benéfico a

capaz de, para

certo de

compatível com

compreensível a

comum a, de

constante em

contemporâneo a, de

contrário a

curioso de, para, por

desatento a

descontente com

desejoso de

desfavorável a

devoto a, de

diferente de

difícil de

digno de

entendido em

equivalente a

erudito em

escasso de

essencial para

estranho a

fácil de

favorável a

fiel a

firme em

generoso com

grato a

hábil em

habituado a

horror a

hostil a

idêntico a

impossível de

impróprio para

imune a

incompatível com

inconseqüente com

indeciso em

independente de, em

indiferente a

indigno de

inerente a

insaciável de

leal a

lento em

liberal com

medo a, de

natural de

necessário a

negligente em

nocivo a

ojeriza a, por

paralelo a

parco em, de

passível de

perito em

permissivo a

perpendicular a

pertinaz em

possível de

possuído de

posterior a

preferível a

prejudicial a

prestes a

propenso a, para

propício a

próximo a, de

relacionado com

residente em

responsável por

rico de, em

seguro de, em

semelhante a

sensível a

sito em

suspeito de

útil a, para

versado em