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sábado, 21 de abril de 2012

Interjeição e Figuras Fonéticas



As interjeições são palavras invariáveis que exprimem estados emocionais, ou mais abrangente: sensações e estados de espírito; ou até mesmo servem como auxiliadoras expressivas para o interlocutor, já que, lhe permitem a adoção de um comportamento que pode dispensar estruturas linguísticas mais elaboradas.

As interjeições podem ser classificadas de acordo com o sentimento que traduzem. Segue alguns exemplos para cada emoção:
Alegria: oba!, eba!, viva!, oh!, ah!, uhu!, eh! , gol!, que bom!, iupi!
Saudação: oi!, olá!, salve!, adeus!, viva!, alô!
Alívio: ufa!, uf!, ah!, ainda bem!, arre!
Animação, estímulo: coragem!, avante!, firme!, vamos!, eia!
Aprovação: bravo!, bis!, viva!, muito bem!
Desejo: tomara!, oxalá!, queira deus!, oh!, pudera!
Dor: ai! ui!
admiração: ah!, chi!, ih!, oh!, uh!, ué!, puxa!, uau!, caramba!, caraca!, putz!, gente!, céus!, uai!, horra!, nossa! (francês: oh lala)
Impaciência: hum!, hem!, raios!, diabo!, puxa!, pô!
Invocação: alô!, olá!, psiu!, socorro!, ei!, eh!, ô!
Medo: credo!, cruzes! uh!, ui!, socorro!

Outros exemplos que não representam emoções:
Ordem: silêncio! alto! basta! chega! quietos!
Derivados do inglês: yes! ok!

Os principais tipos de interjeição são aqueles que exprimem:
a) afugentamento: arreda!, fora!, passa!, sai!, roda!, rua!, toca!, xô!, xô pra lá!
b) alegria ou admiração: oh!, ah!, olá!, olé!, eta!, eia!
c) advertência: alerta!, cuidado!, alto lá!, calma!, olha!, Fogo!
d) admiração: puxa!
e) alívio: ufa!, arre!, também!
f) animação: coragem!, eia!, avante!, upa!, vamos!
g) apelo: alô!, olá!, ó!
h) aplauso: bis!, bem!, bravo!, viva!, apoiado!, fiufiu!, hup!, hurra!, isso!, muito bem!, parabéns!
i) agradecimento: graças a Deus!, obrigado!, obrigada!, agradecido!
j) chamamento: Alô!, hei!, olá!, psiu!, pst!, socorro!
k) estímulo: ânimo!, adiante!, avante!, eia!, coragem!, firme!, força!, toca!, upa!, vamos!
l) desculpa: perdão!
m) desejo: oh!, xalá head xala não importa o que aconteça tenha a força com você!, tomara!, pudera!, queira Deus!, quem me dera!,
n) despedida: adeus!, até logo!, bai-bai!, tchau!
o) dor: ai!, ui!, ai de mim!
p) dúvida: hum! Hem!
q) cessação: basta!, para!
r) invocação: alô!, ô, olá!
s) espanto: uai!, hi!, ali!, ué!, ih!, oh!, poxa!, quê!, caramba!, nossa!, opa!, Virgem!, xi!, terremoto!, barrabás!, barbaridade!, meu Deus!, menino Jesus!
t) impaciência: arre!, hum!, puxa!, raios!
u) saudação: ave!, olá!, ora viva!, salve!, viva!, adeus!,
v) saudade: ah!, oh!
w) silêncio: psiu!, silêncio!, calada!, psiu! (bem demorado), psit!
x) suspensão: alto!, alto lá!
y) terror: credo!, cruzes!, Jesus!, que medo!, uh!, ui!, fogo!, barbaridade!
z) interrogação: hei!… desapontamento: puxa! 


A compreensão de uma interjeição depende da análise do contexto em que ela aparece. Quando a interjeição é expressada com mais de um vocábulo, recebe o nome de locução interjetiva. Ora bolas!, cruz credo!, puxa vida!, valha-me Deus!, se Deus quiser! Macacos me mordam!

A interjeição é considerada palavra-frase, caracterizando-se como uma estrutura à parte. Não desempenha função sintática.


Ô, turma!

. As figuras de som compõem uma modalidade específica das figuras de linguagem e têm como característica principal “brincar” com os sons produzidos pelas palavras para causar determinado efeito no leitor. São elas: Aliteração, Assonância, Eco e Onomatopeia (sem acento!)

Aliteração: é a repetição de sons consonantais iguais ou similares, como em: “Na beira da pia, tanque, bica, bacia, banheira”. Nesse trecho, deve ser percebida não há só a repetição da consoante B, mas sim de todos os sons produzidos pelo encontro dos lábios B e P.

Assonância: o mesmo processo da aliteração se repete nesta figura, mas aqui o priorizado serão as vogais. Em “a andar para sala, agora era a hora da saída”, há uma repetição constante da letra A.

Eco: quando a repetição da assonância ou da aliteração vem no final de váriaspalavras, o fenômeno se transforma em um Eco: “Não faz mal, meu doce de mel, eu farei seu o céu”.

Onomatopeia: é a tentativa de retratar na escrita os sons produzidos pelos objetos e seres. Tanto pode vir no decorrer de uma frase, escondida, do tipo “O clique dado no mouse era de noite tão alto quanto o baque de uma porta”, como pode vir de modo mais óbvio, feito interjeições “Kablam! Gritavam os raios no céu” ou “Caim caim, choramingou o anterior auau raivoso do pequenês”.


Um comentário:

Estudante do RJ disse...

Muito bom mesmo!

Muito Obrigado!

Ajudou bastante no meu trabalho escolar!